Meditation Coaching: orientação para o auto-conhecimento

Meditation coaching.jpgO que sabemos e onde queremos chegar?

Será que sabemos quando estamos em nossos círculos viciosos?

Será que reconhecemos nosso lado brilhante e assumimos ele?

Será que reconhecemos nosso lado sombrio e também assumimos ele?

Será que queremos resultados diferentes quando praticamos as mesmas coisas? (parece loucura, mas muitas vezes queremos)

Qualquer situação que a vida te apresenta, seja boa ou ruim, é um sinal de como está nosso coração e nossa mente. A atenção a esse momento, que é um treino feito por meio da meditação, é imprescindível para que possamos identificar o nosso potencial realizador e criativo em qualquer situação.

Assim, fortalecemos nossa força interna para que possamos encarar qualquer desafio, qualquer percalço, qualquer felicidade, qualquer tranquilidade.

Não é um caminho fácil, é necessário um dedicado aprendizado sobre si mesm@. Mas o que posso garantir, é que quando você conhece um pouco mais sobre si mesm@, quando consegue controlar um pouco mais a sua mente (e não perder energia com o que não pode ser controlável), quando você consegue um pouco mais de livre-arbítrio, a verdadeira liberdade, todo o resultado desse esforço é incrivelmente gratificante.

Se você precisa de uma orientação sobre auto-conhecimento e meditação de forma prática, atual e personalizada, uma ponte do mundo simbólico oriental para o ocidental, fique à vontade para fazer uma sessão de Meditation Coaching, que pode ser também realizada via Skype e em inglês.

“Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.” Mestre Hsing Yun

Erika Y. Kanazawa

Meditation Coach . Acupuntura . Massoterapia  

(11) 98635-4134

erika@espacokawa.com.br

 

 

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Wu Wei – a arte de viver naturalmente

wu wei

Qual é a sensação de nadar contra a maré?  Qual é a sensação de forçar uma situação que queremos? Qual é a sensação de cansaço e esgotamento energético e mental quando estamos de diante de situações assim?

E o contrário? Qual é a sensação de fé, de que tudo vai dar certo de alguma maneira? Qual é a sensação de que tudo está fluindo naturalmente e em seu tempo? Qual é a sensação de plenitude, paz e leveza quando a energia das coisas e da mente fluem? Isso representa o Wu Wei (a filosofia central taoísta).

Wu Wei é o modo como buscamos a harmonia com o Tao (que  rege tudo, que está inserido em nós e nós estamos inserido Nele) e com o fluxo natural da vida. É muito mais que uma “ação natural” do que não fazer nada.  É procurar nada que seja artificial, convencional, mas sim, procurando agir sem forçar nada, sem tensão, sem interferência no curso natural dos acontecimentos.

Importante ressaltar que não representa uma passividade ou preguiça, mas uma qualidade de perceber o que está ocorrendo dentro de si e ao redor, e tomando decisões que sejam tanto para se focar ou desapegar de certos assuntos conforme a natureza das coisas se apresentam. Ou os dois. Ou seja, não há receita, não há limitações de cenários. Há todo o resto. Há mil possibilidades acerca de um assunto.

Quando praticamos o Wu Wei ficamos conectado com o que fazemos e nossos movimentos tornam-se simultaneamente altamente produtivos e sem quase nenhum esforço empregado. Notamos que a poeira ao nosso redor baixa, há mais espaço limpo, livre e tudo o que estivemos empenhados em realizar, é incorporado em nosso ser. Qualquer atividade como a onda no mar que nos movimenta, o ritmo da música que sentimos em todo o corpo, a solução que chega quando precisamos dela.

Se nos identificamos com êxito, teremos êxito. O mesmo com o fracasso. Isso significa que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Faça momentos de silêncio para silenciar sua mente, educar seu ego, abrindo espaço para a sabedoria em nossos corações e mente.

 

Respeite a vida e tudo o que existe no mundo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Deixe você mesm@ e sua vida serem abençoados pelas criações espontâneas e auspiciosas do Wu Wei.

Experimente por você mesm@…

🙂

Você serve um cházinho para os seus pensamentos e emoções? Parte I : A Raiva

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Que pergunta estranha, você deve pensar… Vou te contar de onde veio: o querido mestre zen budista Shinryu Suzuki nos disse:

“Deixe a porta da frente e a de trás abertas. Permita que seus pensamentos entrem e saiam. Apenas não os sirva chá.”

Shinryu Suzuki

Na Medicina Tradicional Chinesa analisamos o indivíduo de forma completa, considerando a parte física, emocional e mental. Assim, as emoções são também consideradas um fator patogênico. Se servimos chás para algumas delas, elas podem querer ficar em sua “casa” por um tempo, sob sua permissão, e criar algum tipo de distúrbio. O mesmo vale para hábitos (que por sua vez têm uma emoção atrelada por trás da motivação de mantê-lo).

Agora imagine quanta água você ferve para servir chás para tantas emoções, pensamentos, apegos e condicionamentos. Quanta energia você gasta para mantê-los? A vida não seria mais leve se servíssemos somente para alguns e ainda, que esses alguns fossem embora para dar lugar a outros pensamentos e emoções? Conheceríamos uma gama imensa de pensamentos e emoções e eles não teriam controle sobre nós, e sim o contrário, com muita sabedoria e assertividade daríamos um belo e compassivo “tchau”.

Então, primeiramente aceite que é natural sentirmos todas emoções. Não negue, aceite. Mas não se identifique. Aceite que está com raiva, triste, alegre, reflexivo, melancólico, feliz. E que tudo isso é um estado que indica o que há no seu coração. Essas emoções são um indicativo do que realmente ocorre em sua mente.

Segundamente (eu sei que não existe-ou existe?- mas adoro esse neologismo), tudo tem seu lado yin e yang. Ou seja, tudo tem seus dois ou mais lados. A raiva é saudável quando ela é criativa e não destrutiva. Quando você não aguenta mais uma situação e fala para si mesm@: “Chega! Não aguento mais! Vou mudar algo”. A raiva destrutiva é patológica quando a guardamos. Isso se chama rancor e seus derivados. A raiva patológica dá espaço para muitas outras emoções negativas, pesadas, tais como a frustração.

A pergunta é, faz sentido servir tanto chá para tanta raiva, frustração, negatividade, peso na vida?

🙂

 

 

 

Que suas palavras não sejam apenas ruídos – Mestre Kino Kazuyoshi

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Imersos em dramas, cansaço, stress, ansiedade, motivações, desmotivações, propósitos, será que conseguimos tempo e energia para ponderar nossas palavras?

No livro “Para uma pessoa bonita” da Mestre Zen Budista Shundo Aoyama Rôshi, há uma reflexão interessante sobre como utilizamos as palavras e como hoje damos ou não importância para como as proferimos:

“É significativo que antigamente se usasse o termo “kotodama”, que literalmente significa “o espírito das palavras”, para mostrar que as pessoas acreditavam que aquilo que era dito se tornava realidade. Devemos ter cuidado com as palavras, pois, como as fisionomias, elas revelam a personalidade de quem as usa. No entanto, palavras bajuladoras soam insinceras, falsas, feias. Palavras bonitas são palavras corretas, oportunas, cheias de amor. São as palavras que surgem naturalmente de pessoas realmente bonitas.”- Mestre Zen Budista Shundo Aoyama Rôshi em  Para uma pessoa bonita  

Há tanta energia, intenção e emoção por trás das palavras… Se assumíssemos mais a responsabilidade sobre tudo isso ao utilizarmos as palavras, quem sabe conseguiríamos por meio delas entender nós mesmos (nossa energia, intenção e emoção), e quiçá, por bem nos posicionarmos de forma justa e honesta, e talvez assim também entender a energia do outro, suas intenções e emoções. Pra que? Para comunicarmos melhor conosco mesmos e com os outros. E isso não é harmonia? Não traz paz e plenitude?

“Antes de falar, Buda sempre prestava atenção a três coisas. Primeiro, verificava se aquilo que estava por dizer correspondia realmente à verdade. Em seguida, considerava se suas palavras seriam mesmo benéficas para o ouvinte. Depois de considerar esses dois pontos, em seguida escolhia o local e a hora mais adequados para abordar o assunto. Em alguns casos, ainda que se tenha que dizer a verdade, é melhor calar. E se devemos realmente falar, muitas vezes provocamos consequências negativas apenas porque o lugar e a hora não foram escolhidos corretamente. Buda era tão atento a esses princípios a ponto de os aplicar mesmo para pronunciar uma única palavra. As palavras mais belas surgem naturalmente de uma vida pura e cheia de amor, como a de Buda Shakyamuni, e sua elegância está em preocupar-se realmente com o bem-estar do próximo.”- Mestre Zen Budista Shundo Aoyama Rôshi em  Para uma pessoa bonita  

As palavras têm um poder imenso. Será que utilizamos elas ao nosso favor? Ainda, ao favor de nosso dark side ou do bright side?

Tenham um bom dia!

🙂

 

Kintsukuroi – a beleza nas rachaduras

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É a arte de reparar objetos quebrados, remendando-os com ouro. Assim, dentro da filosofia do wabi-sabi, os japoneses acreditam que podemos acolher o imperfeito e aceitar as mudanças dos objetos, bem como os acontecimentos da vida. Além disso, o ouro representa além da beleza do que um dia já sofreu uma avaria, uma iluminação ou resiliência sobre o que foi quebrado ou danificado.

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When the Japanese mend broken objects, they aggrandize the damage by filling the cracks with gold. They believe that when something’s suffered damage and has a history it becomes more beautiful.

“ Not only is there no attempt to hide the damage, but the repair is literally illuminated… a kind of physical expression of the spirit of mushin….Mushin is often literally translated as “no mind,” but carries connotations of fully existing within the moment, of non-attachment, of equanimity amid changing conditions. …The vicissitudes of existence over time, to which all humans are susceptible, could not be clearer than in the breaks, the knocks, and the shattering to which ceramic ware too is subject. This poignancy or aesthetic of existence has been known in Japan as mono no aware, a compassionate sensitivity, or perhaps identification with, [things] outside oneself. ”

—Christy Bartlett, The Aesthetics of Mended Japanese Ceramics

Shoshin -Mente de Principiante

Mente de Principiante

“Há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito.”

Shunryu Suzuki em Mestre Zen, Mente de Principiante.

No Japão existe o termo shoshin, que significa “mente de principiante”. O objetivo desta prática é conservar o nosso estado de mente de principiante, pois quando estamos praticando algo, repetidamente, por um, dois, ou muitos anos, a nossa tendência é que melhoremos em alguns aspectos em detrimento do sentido ilimitado da “mente original”. Esta que é rica e auto-suficiente. É aberta e está vazia, pronta para receber preenchimentos.

Quando discriminamos demais, exigimos e ambicionamos demais, limitamo-nos. A mente do principiante é a mente da compaixão, sempre humilde e disposta a aprender.

Concordando com esse ideal explanado pelo mestre zen Shinryu Suzuki, o aclamado e falecido professor de Yoga, Shotaro Shimada, em uma entrevista dada à uma revista famosa, disse ao lhe perguntarem por que, ainda no seus 80 e poucos anos precisava trabalhar: “Graças à Deus eu preciso trabalhar. Porque se eu não trabalho, eu não estou me aperfeiçoando, não sou mais aprendiz.”

Ao aprendermos sobre algo novo, devemos sempre atentar para que a nossa mente  não fique autosustentável, autosuficiente a ponto de tecer teias que enrosquem ou se percam novos e valiosos conhecimentos.

E como dizia o grande sábio Lao Tsè “Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias.”

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