Doença é uma forma de sobrevivência/ The disease is a way to survive

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Imagine que você esteja andando e de repente percebe uma pedra no sapato. Mas ainda precisa completar um percurso então deixa para tirá-la depois. Esquece-se. Novamente quando for colocar o sapato, sente a pedra mas como você está com muita pressa, deixa para tirá-la depois. Esquece-se. E todo dia essa pedrinha fica lá, indicando que há algo de errado em seu calçado. A Lei da acumulação é implacável, uma hora você estará com um machucado no pé, andando de forma “torta”, compensando a coluna inteira (até o pescoço) pela marcha que está comprometida, com dor no pescoço, lombar, quadril, pés. Começa a ficar irritado com tanta dor e tanta descompensação. Grita com o cachorro, com o gato, com as pessoas, com a pressa e o trabalho, as pressões e tudo mais que deixamos nos oprimir. Mas tudo começou com uma pedrinha no sapato.

Esse cenário é apenas ilustrativo, mas se fizermos uma alusão à nossa vida, creio que algumas pessoas poderiam se identificar. Quantas vezes não prestamos atenção para quando um incômodo começa e o negligenciamos, deixando que ele cresça, até que nos perdemos e não sabemos mais como ele começou? E entende-se por incômodo principalmente o imaterial, sutil, emocional.

As doenças nascem assim. A doença é então uma resposta do corpo que somatizou esse incômodo e essa negligência, pedindo a atenção total daquele momento para aquela questão. A doença diz para você: pare, reflita, reúna ferramentas para se curar e vamos seguir em frente.

É o momento em que o corpo pede a sua atenção para que uma questão seja resolvida, para que possamos sobreviver. Somos feitos de porções materiais e imateriais, corpo e mente. Se há algo que não está resolvido em seu corpo, certamente há algo que não está resolvido em sua mente.

E como resolver?

Há diversas formas porque cada ser humano tem uma afinidade: meditação, massagem, acupuntura, yoga, psicoterapia, artes marciais, e qualquer caminho que una seu corpo e mente, que faça você entender a relação de um com o outro. Todas convergem para o desenvolvimento de si, com força de vontade, direcionamento e busca pela clareza, pela organização de pensamentos, pelo reencontro consigo mesmo. E você descobre uma nova forma de se comunicar consigo, com seu corpo e sua mente. Então você sobrevive e transcende. Essa é a lição de uma doença.

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Imagine yourself walking down a street with a stone in your shoe. But you don´t want to stop, so you continue and eventually forget to take it off your shoe. Then this situation repeats every time you use this shoe and you forget to take it off because of innumerous reasons: “I´m in a hurry”, “I´m tired”, “I’ll do it later”, etc. Every day that stone indicates that is something wrong with that shoe. But you neglect it. The law of accumulation is certain, so eventually you´ll get your foot hurt. Maybe, you´ll also get a pain in your lower back because you have been compensating the movement. And what about a pain in your neck? Feeling pain is so annoying, so you start to be more and more irritated. You shout at your dog, at your cat, at your beloved ones, and at those not-so-beloved ones. All because of a stone in your shoe.

This is just a hypothetical scenery but surely many of us can picture ourselves in this. How many times we neglect what bother us (material or immaterial) and eventually it becomes so big that we lose ourselves in it, forgetting how it did start.

So, a disease begins. A disease is a response of the body to tell us to pay attention to that subject that we accumulate in all these years. The disease says to us: stop, think, gather tools and information to cure yourself, and then, we need to move on.

It´s the moment your body says that we must solve something in our being so that we can survive. We are all made by material and immaterial parts. If something is wrong in the body, something is wrong in the mind.

How to solve it?

There are a lot of ways because every person has different affinities: meditation, massage therapy, acupuncture, yoga, therapy, martial arts, or any way that reunites your body and soul, that makes you understand this relationship. The important is that they should converge to a mutual goal: self-development, guidance, search for clarity of thoughts and the strength your inner connection. So, you discover a new way to communicate with yourself, with your body and your mind. And then, you survive, transcend. This is the lesson of a disease.

🙂

 

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Meditation Coaching: orientação para o auto-conhecimento

Meditation coaching.jpgO que sabemos e onde queremos chegar?

Será que sabemos quando estamos em nossos círculos viciosos?

Será que reconhecemos nosso lado brilhante e assumimos ele?

Será que reconhecemos nosso lado sombrio e também assumimos ele?

Será que queremos resultados diferentes quando praticamos as mesmas coisas? (parece loucura, mas muitas vezes queremos)

Qualquer situação que a vida te apresenta, seja boa ou ruim, é um sinal de como está nosso coração e nossa mente. A atenção a esse momento, que é um treino feito por meio da meditação, é imprescindível para que possamos identificar o nosso potencial realizador e criativo em qualquer situação.

Assim, fortalecemos nossa força interna para que possamos encarar qualquer desafio, qualquer percalço, qualquer felicidade, qualquer tranquilidade.

Não é um caminho fácil, é necessário um dedicado aprendizado sobre si mesm@. Mas o que posso garantir, é que quando você conhece um pouco mais sobre si mesm@, quando consegue controlar um pouco mais a sua mente (e não perder energia com o que não pode ser controlável), quando você consegue um pouco mais de livre-arbítrio, a verdadeira liberdade, todo o resultado desse esforço é incrivelmente gratificante.

Se você precisa de uma orientação sobre auto-conhecimento e meditação de forma prática, atual e personalizada, uma ponte do mundo simbólico oriental para o ocidental, fique à vontade para fazer uma sessão de Meditation Coaching, que pode ser também realizada via Skype e em inglês.

“Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.” Mestre Hsing Yun

Erika Y. Kanazawa

Meditation Coach . Acupuntura . Massoterapia  

(11) 98635-4134

erika@espacokawa.com.br

 

 

MEDITAÇÃO DURANTE A ACUPUNTURA E MASSOTERAPIA

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Você me conta a sua história e eu te ajudo a organizar seus pensamentos, suas energias e suas emoções.

Em meus atendimentos investigo com o paciente as causas das queixas físicas e psicológicas, para que juntos tracemos um tratamento consistente respeitando as limitações, as bagagens e tempo de cada indivíduo.

Uma combinação muito especial é  aliar o uso de qualquer técnica terapêutica (como acupuntura e massoterapia) com a meditação durante a sessão.  Sim, você medita enquanto recebe o tratamento, potencializando seus resultados e deixando qualquer processo de cura muito mais completo e fluído.

🙂

Você serve um cházinho para os seus pensamentos e emoções? Parte I : A Raiva

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Que pergunta estranha, você deve pensar… Vou te contar de onde veio: o querido mestre zen budista Shinryu Suzuki nos disse:

“Deixe a porta da frente e a de trás abertas. Permita que seus pensamentos entrem e saiam. Apenas não os sirva chá.”

Shinryu Suzuki

Na Medicina Tradicional Chinesa analisamos o indivíduo de forma completa, considerando a parte física, emocional e mental. Assim, as emoções são também consideradas um fator patogênico. Se servimos chás para algumas delas, elas podem querer ficar em sua “casa” por um tempo, sob sua permissão, e criar algum tipo de distúrbio. O mesmo vale para hábitos (que por sua vez têm uma emoção atrelada por trás da motivação de mantê-lo).

Agora imagine quanta água você ferve para servir chás para tantas emoções, pensamentos, apegos e condicionamentos. Quanta energia você gasta para mantê-los? A vida não seria mais leve se servíssemos somente para alguns e ainda, que esses alguns fossem embora para dar lugar a outros pensamentos e emoções? Conheceríamos uma gama imensa de pensamentos e emoções e eles não teriam controle sobre nós, e sim o contrário, com muita sabedoria e assertividade daríamos um belo e compassivo “tchau”.

Então, primeiramente aceite que é natural sentirmos todas emoções. Não negue, aceite. Mas não se identifique. Aceite que está com raiva, triste, alegre, reflexivo, melancólico, feliz. E que tudo isso é um estado que indica o que há no seu coração. Essas emoções são um indicativo do que realmente ocorre em sua mente.

Segundamente (eu sei que não existe-ou existe?- mas adoro esse neologismo), tudo tem seu lado yin e yang. Ou seja, tudo tem seus dois ou mais lados. A raiva é saudável quando ela é criativa e não destrutiva. Quando você não aguenta mais uma situação e fala para si mesm@: “Chega! Não aguento mais! Vou mudar algo”. A raiva destrutiva é patológica quando a guardamos. Isso se chama rancor e seus derivados. A raiva patológica dá espaço para muitas outras emoções negativas, pesadas, tais como a frustração.

A pergunta é, faz sentido servir tanto chá para tanta raiva, frustração, negatividade, peso na vida?

🙂

 

 

 

Revitalize-se!

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De tempos em tempos precisamos dar um descanso para o corpo e mente, revigorar-nos e começar tudo de novo. Esse é o ciclo da vida, da impermanência das coisas. Tudo tem sua Primavera, quando as sementes que plantamos anteriormente começam a brotar, o Verão, o ápice de nossas colheitas, o Outono, quando o que não é mais necessário como as folhas das árvores, são deixadas e o Inverno, quando a natureza descansa.

Como você energiza seu corpo e mente? Como você revitaliza-o? Você utiliza apenas estimulantes ou elementos que te nutrem também? O que seu sono te diz sobre seu estado de espírito? O que sua dor te diz sobre uma situação emocional da sua vida?

Quer saber mais, mande-nos um email: erika@espacokawa.com.br para que possamos te orientar quais os caminhos você tem mais afinidade para seguir para manter sua saúde íntegra e consistente.

Cuide-se! Afinal, quem mais faria isso por você nessa vida, nesse corpo e nessa mente?

🙂

Organizar o corpo e mente no Espaço Kawa

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A proposta do Espaço Kawa é auxiliar as pessoas a se organizar. A massoterapia auxilia na organização do corpo; a acupuntura, na organização do corpo e mente/energético; a meditação e os cursos de filosofia ajudam a organizar o corpo, mente e o próprio caminho espiritual.

Quando nos tornarmos saudáveis nosso corpo funciona de forma harmônica, temos consciência e confiança sobre como nossa mente funciona e como lidamos com ela. Ou seja, mesmo no caos, conseguimos nos organizar, alinhamos nossas ações com o que pensamos e acreditamos. E isso nos dá paz e serenidade.

No nosso corpo e mente sempre há processos de desequilíbrios e equilíbrios. O equilíbrio estático é morte. Pense numa poça de água parada. O equilíbrio dinâmico é movimento, é vida, é encontrar uma nova alternativa ao modus operandi. No entanto, diante de um mundo fugaz, demandante, cheio de estímulos, e por falta de uma deficiência no relacionamento conosco mesm@s, muitas vezes negligenciamos nossa organização interna e acabamos doentes fisica e psicologicamente.

Por que dói aqui? Por que aqui está tenso? Por que me comporto dessa forma quando há esse tipo de gatilho? Como ver meus pontos cegos? Eu sei me relacionar comigo mesm@? E com o ambiente ao meu redor? Eu sei enxergar minhas limitações? E ainda, eu sei torná-las ferramentas para trabalharem ao meu favor e não contra mim? Eu sei me amar? Eu sei quais motivações estão por trás de cada emoção minha? Eu sei como me melhorar? Eu sei separar quais as minhas próprias crenças e quais as crenças externas que internalizei? Eu confio em mim? Eu confio na minha habilidade de lidar com as situação fáceis e difíceis? Eu realmente sei o que é carpe diem, aproveitar o momento?

O Espaço Kawa oferece ferramentas para que saibamos quais perguntas efetivamente perguntar e assim, como auxiliar nessa organização pessoal, para que cada pessoa aprenda ferramentas que explorem seus próprios potenciais e trabalhem suas próprias limitações de maneira empoderada e construtiva. Isso é saúde!

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A parte óbvia e a parte sutil da acupuntura

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A acupuntura é uma das técnicas que a Medicina Tradicional Chinesa utiliza para harmonizar o “Ki”, “Qi”, ou energia vital. Podemos fazer uma alusão do Ki com a água que percorre desde as nascentes de rios, riachos, rios e o mar. Quando há excesso, deficiência ou estagnação de fluxo, seus arredores são afetados. A fluidez dessa água determinará se um ambiente está saudável ou não. A natureza consegue se adaptar às mudanças se preciso, e assim sempre se recria. O ser humano é um ser um pouco mais teimoso e às vezes deixa-se chegar a um estado de desequilíbrio a ponto de não conseguir a homeostase naturalmente, e aí inicia-se um processo patológico. Assim, a acupuntura lida energeticamente para melhorar a fluidez da fisiologia física, energética e mental.

Esse conceito por vezes tido como místico pela ótica ocidental, é muito prático e racional quando enxergado com olhos mais amplos e menos dicotômicos.  Tem bases de cerca de 5 mil anos e provas empíricas de sua eficácia.

A parte técnica está ao alcance de qualquer pessoa. Porém, para ela ser verdadeiramente eficaz, essa prática deverá ser realizada com um tanto de maturidade e sensibilidade do terapeuta para saber lidar com o que é objetivo e o que é subjetivo, encontrando uma síntese proveitosa para o tratamento de cada paciente buscando dar mais fluidez e naturalidade em todas as esferas e mostrando um caminho para que o próprio paciente encontre seu caminho de cura.

O Espaço Kawa baseia sua filosofia de prática em analisar o que é óbvio e o que é sutil, com o objetivo de ser uma ferramenta para dar autonomia a cada indivíduo e assim, que ele perceba como é o funcionamento do corpo e da mente, e seu relacionamento com seu ambiente, para em um segundo momento, tenha a oportunidade de atuar de forma cada vez mais alinhada e saudável.

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Auriculoterapia

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A Medicina Tradicional Chinesa, frente ao pensamento cartesiano, ganhou ao longo dos anos um ar de misticismo e mistério no mundo ocidental. Esquecemo-nos no entanto, que ela é uma ciência milenar, que não leva os mesmos princípios do que conhecemos como ciência hoje, mas carrega a experiência de mais de 4000 anos de busca e validação.

Atualmente, a medicina moderna, ainda que cartesianamente muito avançada, não consegue responder toda as questões que envolvem as patologias ou sintomas que os pacientes apresentam. Para a Medicina Chinesa, não há doença que seja idiopática, ou seja, que não há origem, pois tudo está relacionado, tudo vem de uma ponto inicial e tudo segue um ciclo.

Dessa forma, não há necessidade de cegar-se por apenas um lado. As medicinas tanto ocidental quanto oriental posuem ferramentas que, se utlizadas de forma complementar, podem potencializar o tratamento de um paciente de forma holística.

Dentre tantas modalidades da Medicina Chinesa, uma das mais difundidas é a Auriculoterapia, que representa a relação do corpo em um microssistema situado na orelha. Diferentemente da auriculoterapia ocidental, a oriental baseia-se não só em princípios anátomo-fisiológicos, mas também energéticos (Teoria do 5 Movimentos, Yin-Yang, Zang Fu, etc), somando ainda mais ao diagnóstico e tratamento das disfunções.

Seguindo a linha da escola Huang Li Chun, cuja professora fundadora de mesmo nome pesquisou por mais de três décadas sobre essa temática e hoje se faz uma das mais prestigiadas escolas da China, o Espaço Kawa oferece um tratamento com consistência teórica e prática, a fim de se somar cada vez mais técnicas que completem o tratamento das difunções do funcionamento do corpo.

Principais atuações: desequilíbrios emocionais, dores, alergias, efeito calmante, melhora do sistema imunológico, função tonificadora, problema do trato urinário, problemas do trato digestivo, problemas ginecológicos, cefaléias, entre outros.

A Teoria dos 5 movimentos

 

 

A Teoria dos 5 movimentos nada mais é que mais uma “fotografia” da teoria do Yin Yang. Ajuda-nos a entender desde os fenômenos da natureza, até o ciclo de vida do homem, a fisiologia, as artes, e tudo mais que existe. É uma fotografia pois retrata as características da Energia Qi em seus vários estágios conforme polaridade Yin ou Yang.

A energia máxima Yang é atividade, ascendente, quente, agitada, superficial, sutil. É o verão, o auge da vida do homem. É o ápice. Sendo assim, é representada pelo elemento Fogo que carrega essas características.

A energia máxima Yin é o repouso, a estagnação, a quietude, o denso, frio, profundo, escuro. É o inverno, a morte. É o declínio. Sendo assim, é representada pelo elemento Água que carrega essa características.

Entre um estágio e outro, existe o estágio em que a energia Yin quer se tornar Yang, então como se fossem as árvores, a primavera, a juventude, essa energia expande, quer crescer, movimentar-se. É a Madeira.

Analogamente, quando a energia Yang quer se tornar Yin, ela começa a se recolher, como no outono. Esfria-se, condensa-se, é dura, mas pode ser moldada, e há um recolhimento em direção para baixo. Sendo assim, é o Metal.

E no final, todos os estágio, passam pela Terra, que os neutraliza, os auxilia, é o ponto de referência, o centro, o imperador amarelo.

Tudo  está em constante transformação, geração e controle. No corpo, cada órgão (Zang Fu) é classificado de acordo com as características de um elemento. Para que o corpo tenha saúde, é necessário que a interação desses elementos tenha um equilíbrio dinâmico. Somos passíveis de estímulos internos (emoções) e externos (ambiente) que nos descentralizam. O importante é que mesmo com isso, haja uma harmonia tal, que auto-regule nossas funções e emoções.

Nossas emoções como a raiva, tristeza, medo, alegria e a preocupação, podem afetar o funcionamento do órgão relacionado e gerar desequilíbrio, favorecendo o aparecimentos das doenças.

A figura abaixo ilustra os 5 elementos  e mostra a relação de geração, ou seja, um elemento gera o outro, e de dominância, ao mesmo tempo se controlam mutuamente.

Cada elemento possui um órgão que é considerado Yin por ser maciço, mais interior, acoplado uma víscera, que é considerada Yang por ser oca e mais externa em relação ao órgão. Na Medicina Chinesa a função de cada órgão ou víscera possui significados diferentes . Desta forma, além do órgão e da viscera acoplada, cada elemento possui outras correlações, como uma emoção ou um sentimento, uma cor, um tecido do corpo humano, uma estação do ano e até mesmo um sabor.

O órgão da madeira é o fígado e a víscera a vesícula biliar. Os dois são influenciados pela raixa ou a ira, que se manifesta pelo grito. O elemento madeira está relacionado com os tendões, a estação do ano é a primavera e o clima que afeta este elemento é o vento. Nosso olhos, o brilho do olhar, a cor e a própria visão, são influenciadas por esse elemento. O sabor que nutre a madeira é o azedo e sua cor é o verde.

Fazendo uma relação com a medicina o desequilíbrio do elemento madeira pode ser causado então por raiva excessiva e pelo fator externo vento. E quando esse elemento está desequilibrado podem surgir sintomas como olhos vermelhos, doenças dos tendões, necessidade ou preferência por comidas azedas, boca amarga e muitos outros.

Veja na tabela abaixo as correlações para os outros órgão e procure fazer o mesmo exercício.

Os Elementos e as emoções

  • Madeira: a emoção da Madeira é a Raiva. Como tudo apresenta a dualidade Yin Yang, a raiva proveitosa é quando ela é movida para a criatividade e superação de situações e condicionamentos. A raiva mal aproveitada é aquela rancorosa, que guarda e quer o mal do outro. O perfil de alguém que tendencia mais para a madeira é uma pessoa tensa, fala alto e se irrita facilmente. É também um ótimo estrategista e quando em harmonia, um ótimo executor de suas idéias.
  • Fogo: Sua emoção é a Alegria, que quando proveitosa, é o bom-humor, a alegria de viver, a leveza de sentimento. Quando em desequilíbrio, caracteriza-se pela alegria excessiva, até incoveniente. Como uma euforia descontrolada, uma agitação e inquietação inclusive mental.
  • Terra: a emoção que afeta terra é a preocupaçao, que se manifesta em forma de pensamentos fixos, o excesso de atividade intelectual, excesso de atividade física, excesso de trabalho, excesso de estudo. A vontade de comer doce indica deficiência desse elemento. O ideal é não ingerir muito açúcar, mas sim, raízes.
  • Metal: a emoção relacionada ao metal é a tristeza, e está ligada aos pulmões. Muitas vezes suspiramos quando estamos tristes ou melancólicos. Pessoas com desequilíbrio no elemento metal costumam ter alergias respiratórias frequentes e até mesmo alergias ou coceiras na pele. E pessoas que tendem a ter características de metal, são mais  saudosistas e apegadas à lembranças e objetos que remetem às lembranças.
  • Água: está relacionada aos rins e a bexiga. A emoção é o medo. O medo é precaução. Mas em desequilíbrio pode ser o medo que estagna, e paralisa. Os idosos têm mais problemas com esse elemento pois é nesse estágio da Água que se insere seu ciclo de vida. Por isso apresentam muitos problemas na lombar, cabelos, ossos e joelhos.

De uma forma bem sucinta e por isso, lacunar, esses conhecimentos são uma introdução para quem quer saber mais sobre essa teoria.

O importante disso na verdade é incorporar a teoria na nossa vida, nos nossos pequenos e grandes ciclos.

Ascensão, Ápice, Declínio, Queda, Neutralidade, fazem parte desses ciclos da vida. É saudável que observemos como essas fases se apresentam em nós e no ambiente, para assim, termos clareza de como devemos nos posicionar perante elas. Com uma maior compreensão dos fatos,  diminuímos ou colocamos em seu devido lugar, o sofrimento, para que então, consigamos transcender os ciclos que nos restringem, e então recebermos os novos e valiosos aprendizados.

Yin e Yang

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O conceito de Yin-Yang representa a dualidade, depois do Grande Tao se manifestar. Diferentemente da lógica aristotélica, em que os opostos não podem coexistir (tais como “a mesa é quadrada” e “a mesa não é quadrada”), o conceito de Yin-Yang representa forças opostas e complementares, sem que uma não exista sem a outra.

Tudo contém uma parte Yin e uma parte Yang, mas essa divisão não é clara e precisa, pois tudo é impermanente. Sendo assim, há um equilíbrio dinâmico que promove o movimento, e uma força se transforma em outra continuamente.

A força Yang é manifestada pelo princípio ativo, diurno, luminoso, quente, o Sol, o homem, o superficial.

A força Yin é manifestada pelo princípio passivo, noturno, escuro, frio, a Lua, a mulher, o denso.

No reino do pensamento, yin é a mente intuitiva, complexa, ao passo que yang é o intelecto,racional e claro. Yin é a tranqüilidade contemplativa do sábio, yang a vigorosa ação criativa do rei.

O dia nasce com uma pequena força Yang e muita força Yin. A força Yang vai crescendo até que atinge seu ápice às 12h00, quando o Sol está à pino. Aí a força Yang é máxima e a força Yin começa a nascer até que se manifesta em seu ápice, às 0h00. Ainda assim, há força Yin dentro da Yang e Yang dentro da Yin pois nada é absolutamente uma coisa ou outra (vide os pontinhos opostos no diagrama do Tai Chi).

“O aumento e a diminuição de yin e yang no céu e na terra são equivalentes à subida e descida da energia no corpo humano.” Lü em “As artes taoístas da saúde, da longevidade e da imortalidade – Os Ensinamentos dos imortais Chung e Lü”

Além disso, são forças que além de complementares, são interdependentes, ou seja, não podem existir sem a outra. Por isso não há melhor, ou pior, não há hierarquia. O Yang só é positivo se comparado ao Yin que será negativo. Portanto não há julgamento de apenas um fenômeno sozinho.

“Tudo é Duplo, tudo tem pólos, tudo tem o seu oposto, o igual e o desigual são a mesma coisa, os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau, os extremos se tocam, todas as verdades são meia-verdades, todos os paradoxos podem ser reconciliados.” O Caibalion

Portanto dentre as grandes contribuições deste conceito podemos refletir sobre a conscientização da natureza mutável e a dualidade contida em todas as coisas, situações, atitudes, pensamentos e práticas no dia a dia. Assim como as ondas no oceano. Quanto mais alto a onda sobe, mais fundo é o sulco que a segue. Em um momento, você é a onda, no outro, você é o sulco que se forma atrás. O importante é aproveitar ambos — não ficar apegado apenas à um deles pois não é possível estar sempre no auge, ou sempre no vale. Nada é perene. O vale, por mais árduo que seja, é um relaxamento. O pico, a excitação. Os dois devem conviver e não devem existir sem o outro. A mente humana que não entende o ciclo e se apega à um ou à outro, estagna-se e não segue seu caminho. E o importante é que ela cumpra seu percurso.