Uma preocupação com a banalização da Meditação

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Cada um quando procurar o caminho do auto-conhecimento, do refinamento da alma, encontrará diversas opções de linhagens, pessoas, técnicas e afinidades. Essa é a riqueza desse processo, a base é uma só, mas os caminhos para se encontrá-la são infinitos.

Ultimamente tenho acompanhado algumas iniciativas nas redes sociais e algumas me preocuparam. Gostaria de compartilhar com vocês uma preocupação com a banalização da Meditação e tudo o que ela envolve: seu significado; sua prática; a responsabilidade de quem pratica e de quem ensina as técnicas; a responsabilidade de se estudar continuamente e praticá-la; a necessidade de reconhecimento de sua origem; e por fim, a sua mercantilização.

  1. Seu significado. Muitas vezes ouço as pessoas falarem que não conseguem meditar pois é “impossível ficar sem pensar nada”. As questão da meditação não é “não pensar em nada”, mas administrar seus pensamentos, de estar inserido no todo, no aqui e no agora, com tudo o que está acontecendo ao seu redor. É sobre entender como sua mente funciona e resgatar o controle sobre seus pensamentos, ao invés de deixar com que eles controlem você. A questão então não é extinguir um pensamento, mas aceitar sua existência, trabalhar seu sentido e encaminhá-lo da forma mais construtiva para você. É não perder seu senso de vislumbramento e amor por si e pela vida.
  2. A prática não é apenas sentar na postura correta. É praticar a postura correta no cotidiano. Em um mundo em que todo tipo informação é acessível e sem filtro, vale mais uma foto bem tirada em uma posição de meditação, do que se falar sobre os princípios que envolvem tal posição, do que se está por trás, do que realmente nos ajuda a transcender nossos sofrimentos. Quando escolher prestar atenção no que realmente importa, conseguimos ver a vida de um outra maneira, mais rica e proveitosa.
  3. Ego. O instrutor deve ter uma boa noção da responsabilidade de se praticar um legado tão especial deixado por sábios do passado, e muito mais quando compartilhar com os alunos sobre tal. Muitas pessoas dedicaram a vida de forma genuína para que essas práticas existissem até hoje. Podemos sim adaptar aos nossos tempos, mas nunca se esquecer de que não somos criadores, e sim co-criadores. Não somos autores de uma sabedoria que sempre existiu antes. Os instrutores só estão estudando há algum tempo a mais que os alunos. Estamos todos no mesmo barco. Por isso, a instrução não deveria ser um jogo de ego, de “likes”, de devoção e reverência. Aprender e ensinar deveria ser uma troca de aprendizado, uma cooperação entre indivíduos que procuram estar mais íntegros consigo mesmos.
  4. A vida perfeita nas redes sociais não garantem uma prática genuína, por isso, não se vislumbre pela forma. Fique atent@ ao conteúdo! Muito mais que fotos tiradas com a iluminação idílica transmitindo paz e relaxamento, é necessário que atentemos ao conteúdo. É necessário que a pessoa que passa o conteúdo, experiencie-o em sua vida cotidiana. Senão tudo será plástico, e a meditação cai em um universo banalizado de vida perfeita superficial, quando na verdade é uma técnica simples, acessível a todos em qualquer posição, em qualquer situação, principalmente no caos.
  5. A separação da técnica com os princípios filosóficos é uma forma de mercantilização leviana. A meditação existe em várias filosofias. As orientais tais como a budista e a taoísta foram responsáveis pela propagação no mundo. Devemos respeitar sua origem e investigar o que se dizia lá no começo e qual como isso se encaixa nossa realidade, para que cada um faça a sua própria síntese de como ela funciona para si mesm@. A meditação existe com uma base filosófica forte e tirar isso do seu discurso é querer simplificar de forma leviana o significado da sua prática. É querer pegar a glória de tudo o que foi construído até hoje por meio do trabalho dos sábios, monges, praticantes, e adaptar ao mundo ocidental de forma conveniente e egoica, para vender mais. Você não precisa acreditar em Deus, Tao, Buda para praticar, mas é de suma importância e respeito saber que essas técnicas tiveram uma origem, um esforço e um estudo.

Ainda há muito o que ser discutido, mas achei importante compartilhar essas considerações. Muita informação sem filtro nos deixa confusos sobre o que realmente podemos fazer.

Espero que cada vez mais refinemos nossa prática, que identifiquemos entusiastas e os verdadeiros estudiosos para que possamos seguir com mais autenticidade e integridade!

🙂

 

 

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Você se alimenta de silêncio essencial?

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As escolhas do nosso café-da-manhã, almoço e janta impactam diretamente em como nos sentimos: felizes, nutridos, indigestos, indispostos, irritados e etc. Simplesmente porque dependendo do que escolhemos, o nosso corpo digere com mais facilidade ou não, é melhor nutrido ou não. Então se optamos por fast-food, comida industrializada todo santo dia, como você acha que nosso corpo responde? Como você acha que sua mente responde à esse corpo que não está sendo bem nutrido? Às vezes “converso” várias horas com alguns tipos de alimentos…

Mas vamos além. Você sabia que o verdadeiro significado da alimentação vai além do que você escolhe comer? Você já notou que tudo o que se passa no dia-a-dia é uma forma de alimentar sua mente? O que você vê, com quem você fala, as notícias que você lê, as imagens às quais você se expõe, ao tipo de sintonia que você se expõe. Tudo (ou quase tudo) será absorvido consciente ou inconscientemente pelos nossos 5 sentidos e em especial, pela mente. O que é absorvido pelos 5 sentidos será rapidamente julgado e processado pela mente. Ela fará associações incríveis que talvez você nem se dê conta. Ela vai acumular sensações que talvez você nem se dê conta. Até que um belo dia você estoura e não sabe de onde veio.

Hoje em dia temos um volume grande de informações e estímulos que vem de todo lado. Do seu trabalho, da sua família, dos seus amigos, da sua própria ânsia de não querer ficar para trás.

E o silêncio? Você se alimenta de silêncio? Você fica em seu canto quieta(o) para aquietar sua mente? Você pondera o que aconteceu no seu dia? Você filtra as sensações que está sentido nesse exato momento? Ou é tudo um atropelamento de ideias, pensamentos, emoções?

Quando tomamos consciência que somos corpo e mente, yin e yang, vazio e cheio, informações e desinformações, sabedoria e ignorância, trabalho e repouso, sentimos a necessidade de silenciar, de ouvir o som do silêncio. Este silêncio que estou falando não é o silêncio vulgar, a ausência de som. Esse silêncio tem uma qualidade especial, ele tem todos os sons do mundo. Também, ele é vazio e representa a oportunidade de ser preenchido pelo que você quiser. Ele te dá a oportunidade de olhar os pensamentos, de ponderar, de ter uma clareza maior. Esse silêncio é libertador.

Você se alimenta desse silêncio?

 🙂

Forjando a Armadura – Rudolf Steiner

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Forjando a Armadura
Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me toma pequeno e mesquinho,
que me amarra,
que não me deixa ser direto e franco,
que me persegue,que ocupa negativamente minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias.
No entanto não quero levantar barricadas por medo
do medo. Eu quero viver, e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro e não
para encobrir meu medo.
E, quando me calo, quero
fazê-lo por amor
e não por temer as
conseqüências de minhas
palavras.
Não quero acreditar em algo
só pelo medo de
não acreditar.
Não quero filosofar por medo
que algo possa
atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só
porque tenho medo
de não ser amável.
Não quero impor algo aos
outros pelo medo
de que possam impor algo a mim;
por medo de errar, não quero
tomar-me inativo.
Não quero fugir de volta para
o velho, o inaceitável,
por medo de não me sentir
seguro no novo.
Não quero fazer-me de
importante porque tenho medo
de que senão poderia ser ignorado.
Por convicção e amor, quero
fazer o que faço e
deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o
domínio e dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que
existe em mim.
Rudolf Steiner

Centelha de Sabedoria : Coração como um rio

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Coração como um rio

“Se colocarmos um punhado de sal em um copo de água, a água fica intragável. Porém, colocando sal em um rio, as pessoas poderão continuar a usar suas águas para cozinhar, lavar e beber. O rio é imenso e tem a capacidade para receber, acolher e transformar. Quando nossos corações são pequenos, nosso entendimento e compaixão são limitados, e nós sofremos. Não conseguimos aceitar nem tolerar os demais e suas limitações, e exigimos que eles mudem. Porém, quando nossos corações se expandem, nada disso nos faz sofrer. Nós temos muita compreensão e compaixão, e podemos acolher o próximo. Aceitamos as pessoas como elas são, e então todos têm uma chance de se transformar. Portanto, a questão mais importante é: como ajudar os nossos corações a crescerem?”

Thich Nhat Hanh

Doença é uma forma de sobrevivência/ The disease is a way to survive

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Imagine que você esteja andando e de repente percebe uma pedra no sapato. Mas ainda precisa completar um percurso então deixa para tirá-la depois. Esquece-se. Novamente quando for colocar o sapato, sente a pedra mas como você está com muita pressa, deixa para tirá-la depois. Esquece-se. E todo dia essa pedrinha fica lá, indicando que há algo de errado em seu calçado. A Lei da acumulação é implacável, uma hora você estará com um machucado no pé, andando de forma “torta”, compensando a coluna inteira (até o pescoço) pela marcha que está comprometida, com dor no pescoço, lombar, quadril, pés. Começa a ficar irritado com tanta dor e tanta descompensação. Grita com o cachorro, com o gato, com as pessoas, com a pressa e o trabalho, as pressões e tudo mais que deixamos nos oprimir. Mas tudo começou com uma pedrinha no sapato.

Esse cenário é apenas ilustrativo, mas se fizermos uma alusão à nossa vida, creio que algumas pessoas poderiam se identificar. Quantas vezes não prestamos atenção para quando um incômodo começa e o negligenciamos, deixando que ele cresça, até que nos perdemos e não sabemos mais como ele começou? E entende-se por incômodo principalmente o imaterial, sutil, emocional.

As doenças nascem assim. A doença é então uma resposta do corpo que somatizou esse incômodo e essa negligência, pedindo a atenção total daquele momento para aquela questão. A doença diz para você: pare, reflita, reúna ferramentas para se curar e vamos seguir em frente.

É o momento em que o corpo pede a sua atenção para que uma questão seja resolvida, para que possamos sobreviver. Somos feitos de porções materiais e imateriais, corpo e mente. Se há algo que não está resolvido em seu corpo, certamente há algo que não está resolvido em sua mente.

E como resolver?

Há diversas formas porque cada ser humano tem uma afinidade: meditação, massagem, acupuntura, yoga, psicoterapia, artes marciais, e qualquer caminho que una seu corpo e mente, que faça você entender a relação de um com o outro. Todas convergem para o desenvolvimento de si, com força de vontade, direcionamento e busca pela clareza, pela organização de pensamentos, pelo reencontro consigo mesmo. E você descobre uma nova forma de se comunicar consigo, com seu corpo e sua mente. Então você sobrevive e transcende. Essa é a lição de uma doença.

🙂

~

Imagine yourself walking down a street with a stone in your shoe. But you don´t want to stop, so you continue and eventually forget to take it off your shoe. Then this situation repeats every time you use this shoe and you forget to take it off because of innumerous reasons: “I´m in a hurry”, “I´m tired”, “I’ll do it later”, etc. Every day that stone indicates that is something wrong with that shoe. But you neglect it. The law of accumulation is certain, so eventually you´ll get your foot hurt. Maybe, you´ll also get a pain in your lower back because you have been compensating the movement. And what about a pain in your neck? Feeling pain is so annoying, so you start to be more and more irritated. You shout at your dog, at your cat, at your beloved ones, and at those not-so-beloved ones. All because of a stone in your shoe.

This is just a hypothetical scenery but surely many of us can picture ourselves in this. How many times we neglect what bother us (material or immaterial) and eventually it becomes so big that we lose ourselves in it, forgetting how it did start.

So, a disease begins. A disease is a response of the body to tell us to pay attention to that subject that we accumulate in all these years. The disease says to us: stop, think, gather tools and information to cure yourself, and then, we need to move on.

It´s the moment your body says that we must solve something in our being so that we can survive. We are all made by material and immaterial parts. If something is wrong in the body, something is wrong in the mind.

How to solve it?

There are a lot of ways because every person has different affinities: meditation, massage therapy, acupuncture, yoga, therapy, martial arts, or any way that reunites your body and soul, that makes you understand this relationship. The important is that they should converge to a mutual goal: self-development, guidance, search for clarity of thoughts and the strength your inner connection. So, you discover a new way to communicate with yourself, with your body and your mind. And then, you survive, transcend. This is the lesson of a disease.

🙂

 

A resposta é simples, a execução é complexa

 

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A resposta é simples, a execução é complexa: diante do ódio, pratique o amor. Diante da injustiça, pratique a justiça. Diante da arrogância, pratique a humildade. Quebre o círculo vicioso que tanto julgamos ser ruim para nós e para a sociedade fazendo pequenas ações no seu dia a dia. Ninguém é perfeito, e não precisa ser. Aliás, o que é perfeito?

~

The answer is simple, putting it on practice is complex: face the hate with love. Face the Injustice with Justice. Face arrogance with humility. Break the loop  that we think is bad for us and for our society by doing simple actions. Nobody is perfect, and we don´t need to be. By the way, what is perfect?

 

🙂

Meditation Coaching: orientação para o auto-conhecimento

Meditation coaching.jpgO que sabemos e onde queremos chegar?

Será que sabemos quando estamos em nossos círculos viciosos?

Será que reconhecemos nosso lado brilhante e assumimos ele?

Será que reconhecemos nosso lado sombrio e também assumimos ele?

Será que queremos resultados diferentes quando praticamos as mesmas coisas? (parece loucura, mas muitas vezes queremos)

Qualquer situação que a vida te apresenta, seja boa ou ruim, é um sinal de como está nosso coração e nossa mente. A atenção a esse momento, que é um treino feito por meio da meditação, é imprescindível para que possamos identificar o nosso potencial realizador e criativo em qualquer situação.

Assim, fortalecemos nossa força interna para que possamos encarar qualquer desafio, qualquer percalço, qualquer felicidade, qualquer tranquilidade.

Não é um caminho fácil, é necessário um dedicado aprendizado sobre si mesm@. Mas o que posso garantir, é que quando você conhece um pouco mais sobre si mesm@, quando consegue controlar um pouco mais a sua mente (e não perder energia com o que não pode ser controlável), quando você consegue um pouco mais de livre-arbítrio, a verdadeira liberdade, todo o resultado desse esforço é incrivelmente gratificante.

Se você precisa de uma orientação sobre auto-conhecimento e meditação de forma prática, atual e personalizada, uma ponte do mundo simbólico oriental para o ocidental, fique à vontade para fazer uma sessão de Meditation Coaching, que pode ser também realizada via Skype e em inglês.

“Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.” Mestre Hsing Yun

Erika Y. Kanazawa

Meditation Coach . Acupuntura . Massoterapia  

(11) 98635-4134

erika@espacokawa.com.br

 

 

Terapia da Reconciliação por Erika Y. Kanazawa

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Terapia da reconciliação

Imagine sua vida com menos stress, menos distrações, menos com mais. Mais significado, mais foco, mais crescimento e plenitude, mais leveza.

Agora imagine-se no processo de sair de um estado para o outro. Penoso? Sofrido? Você acha que terá que abrir mão de muita coisa? Não necessariamente. O como chegar lá, requer um estudo sobre si mesmo com acolhimento, esforço, clareza e orientação, mas isso não precisa significar sofrimento, anulação de tudo o que se construiu, negação e etc. Pelo contrário, o despertar da auto-consciência parte de onde estamos, com o que temos e com o que somos. Com uma conversa conosco mesmos, reconciliando as nossas partes.

Assim, por meio da terapia da reconciliação, auxilio os pacientes enxergarem seus pensamentos, suas motivações e as implicações que as situações da vida lhes entrega, e assim formar em conjunto, uma metodologia que os ajudem criar suas próprias respostas e suas próprias formas de transcender e entender-se. Organizar, limpar e re-significar alguns de nossos conceitos, são exercícios que com uma orientação adequada, podem deixar de ser penoso e sofrido para ser feito com leveza, bom humor e fluidez.

É um atendimento muito especial e cooperativo para que cada indivíduo consiga saber conversar consigo mesmo, resgatando sua autonomia e a sua capacidade inata de aprender, transcender e evoluir naturalmente.

😉

Wu Wei – a arte de viver naturalmente

wu wei

Qual é a sensação de nadar contra a maré?  Qual é a sensação de forçar uma situação que queremos? Qual é a sensação de cansaço e esgotamento energético e mental quando estamos de diante de situações assim?

E o contrário? Qual é a sensação de fé, de que tudo vai dar certo de alguma maneira? Qual é a sensação de que tudo está fluindo naturalmente e em seu tempo? Qual é a sensação de plenitude, paz e leveza quando a energia das coisas e da mente fluem? Isso representa o Wu Wei (a filosofia central taoísta).

Wu Wei é o modo como buscamos a harmonia com o Tao (que  rege tudo, que está inserido em nós e nós estamos inserido Nele) e com o fluxo natural da vida. É muito mais que uma “ação natural” do que não fazer nada.  É procurar nada que seja artificial, convencional, mas sim, procurando agir sem forçar nada, sem tensão, sem interferência no curso natural dos acontecimentos.

Importante ressaltar que não representa uma passividade ou preguiça, mas uma qualidade de perceber o que está ocorrendo dentro de si e ao redor, e tomando decisões que sejam tanto para se focar ou desapegar de certos assuntos conforme a natureza das coisas se apresentam. Ou os dois. Ou seja, não há receita, não há limitações de cenários. Há todo o resto. Há mil possibilidades acerca de um assunto.

Quando praticamos o Wu Wei ficamos conectado com o que fazemos e nossos movimentos tornam-se simultaneamente altamente produtivos e sem quase nenhum esforço empregado. Notamos que a poeira ao nosso redor baixa, há mais espaço limpo, livre e tudo o que estivemos empenhados em realizar, é incorporado em nosso ser. Qualquer atividade como a onda no mar que nos movimenta, o ritmo da música que sentimos em todo o corpo, a solução que chega quando precisamos dela.

Se nos identificamos com êxito, teremos êxito. O mesmo com o fracasso. Isso significa que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Faça momentos de silêncio para silenciar sua mente, educar seu ego, abrindo espaço para a sabedoria em nossos corações e mente.

 

Respeite a vida e tudo o que existe no mundo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Deixe você mesm@ e sua vida serem abençoados pelas criações espontâneas e auspiciosas do Wu Wei.

Experimente por você mesm@…

🙂

Você serve um cházinho para os seus pensamentos e emoções? Parte I : A Raiva

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Que pergunta estranha, você deve pensar… Vou te contar de onde veio: o querido mestre zen budista Shinryu Suzuki nos disse:

“Deixe a porta da frente e a de trás abertas. Permita que seus pensamentos entrem e saiam. Apenas não os sirva chá.”

Shinryu Suzuki

Na Medicina Tradicional Chinesa analisamos o indivíduo de forma completa, considerando a parte física, emocional e mental. Assim, as emoções são também consideradas um fator patogênico. Se servimos chás para algumas delas, elas podem querer ficar em sua “casa” por um tempo, sob sua permissão, e criar algum tipo de distúrbio. O mesmo vale para hábitos (que por sua vez têm uma emoção atrelada por trás da motivação de mantê-lo).

Agora imagine quanta água você ferve para servir chás para tantas emoções, pensamentos, apegos e condicionamentos. Quanta energia você gasta para mantê-los? A vida não seria mais leve se servíssemos somente para alguns e ainda, que esses alguns fossem embora para dar lugar a outros pensamentos e emoções? Conheceríamos uma gama imensa de pensamentos e emoções e eles não teriam controle sobre nós, e sim o contrário, com muita sabedoria e assertividade daríamos um belo e compassivo “tchau”.

Então, primeiramente aceite que é natural sentirmos todas emoções. Não negue, aceite. Mas não se identifique. Aceite que está com raiva, triste, alegre, reflexivo, melancólico, feliz. E que tudo isso é um estado que indica o que há no seu coração. Essas emoções são um indicativo do que realmente ocorre em sua mente.

Segundamente (eu sei que não existe-ou existe?- mas adoro esse neologismo), tudo tem seu lado yin e yang. Ou seja, tudo tem seus dois ou mais lados. A raiva é saudável quando ela é criativa e não destrutiva. Quando você não aguenta mais uma situação e fala para si mesm@: “Chega! Não aguento mais! Vou mudar algo”. A raiva destrutiva é patológica quando a guardamos. Isso se chama rancor e seus derivados. A raiva patológica dá espaço para muitas outras emoções negativas, pesadas, tais como a frustração.

A pergunta é, faz sentido servir tanto chá para tanta raiva, frustração, negatividade, peso na vida?

🙂