Meditação e a felicidade plena

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Acima da dualidade do que pode ser positivo ou negativo, há uma terceira opção: a observação sem julgamento.

A felicidade plena que os grandes sábios atingiram e tanto querem em suas grandezas altruístas que todos os seres alcancem, não é a uma felicidade comum e superficial, que é facilmente transformada em frustração ou em euforia. A felicidade plena é alcançada pela paz interior individual que por sua vez atinge o estado de ressonância com a paz coletiva. Ou seja, é um contentamento e bem-estar consistente e amplo, é uma felicidade que pode fazer os outros felizes.

Ao meditarmos, seja qual for a técnica utilizada, Vipassana, Tibetana, Zazen, Taoísta, paramos para nos observar.

Por que ela é importante nesse caminho de felicidade plena?

O grande sábio e cientista Buda Shakyamuni, há 2500 anos atrás fez um estudo sobre a raíz do sofrimento humano e portanto, como lidar e erradicar com ele. Nesse estudo descobriu como funcionamos. A cada estímulo externo provindo dos nossos sentidos, identificamos em nosso interior com tudo o que já registramos na vida, consciente ou não, e reagimos à esse estímulo. Na maioria das vezes fazemos isso de forma automática, reforçando ainda mais nossos hábitos e nossa falta de clareza sobre nós mesmos.

Na meditação, em um primeiro momento aprendemos a nos observar. Quais sensações, emoções e pensamentos estão rodeando nossa mente hoje. Qual o peso que eles têm na minha vida e como eles influenciam meus hábitos. Essas considerações começam a surgir e após uma série de prática, podemos chegar à um segundo momento de acalmar essas considerações e a lidar com elas.

Com o que nos é obvio, somado ao exercício de percebermos o que não é óbvio, e a humildade de entendermos que nem tudo é intelecto e racional, a meditação é um poderoso instrumento para que dentro de todas as nossas limitações, reconheçamos nosso potencial de nos pacificar. Reconhecendo isso, temos a oportunidade de desenvolver então a benevolência, e a vontade de trazer essa mesma paz para todos à nossa volta.

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Terapias do Espaço Kawa e o processo de cura em cada um

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Independente de crenças, bagagem de vida, personalidade e outros aspectos que nos tornam únicos nesse mundo, nascemos com uma habilidade incrível de nos curar. Curar as dores, as doenças, os rancores, as tristezas, as situações, os hábitos, as nossas ações.

No entanto, esquecemo-nos disso, quando a vida nos apresenta desafios de acordo com as nossas próprias escolhas. Não sabemos mais lidar com o cansaço que nos absorve as energias, o stress que consome nossos pensamentos, o desespero que surge diante da falta de alternativas, dores de um corpo somatizado, doenças que surgem na irregularidade de hábitos saudáveis do corpo e mente, ou seja, perdemos uma habilidade importante que o ser humano tem de digerir os infortúnios, de ponderar e relacionar-se com o que é problemático, o que é incômodo.

Acabamos por acumular as frustrações dessa falta de entendimento de como funcionamos e de como a vida funciona, no nosso corpo e mente. E não damos alternativas para devolver a saúde à eles, pelo contrário, perpetuamos as escolhas que geram tanto desconforto, sem ao menos encará-las, apenas colocando panos quentes.

O processo pessoal de cura exige esforço, mas uma vez iniciado, a consciência do que ele pode procorcionar deveria ser motivo sucificente para evoluirmos em nossa maturidade de sabermos escolher, de sabermos curar nós mesmos e as situações, e transformar tudo que nos é apresentado em algo proveitoso e valioso.

Quando aplico essa filosofia nas sessões de massoterapia, acupuntura e aulas no Espaço Kawa, tento por meio do toque ou das palavras levar uma alternativa às pessoas, para que cada um pare, restaure-se e encontre em si, pela primeira vez ou novamente, a incrível capacidade do ser humano de exercer seu poder de cura sobre si mesmo e sobre o ambiente ao seu redor.

EYK

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História Zen – “Como é a sua prática?”

conto zen
Yuan perguntou para seu mestre, Hui Hai, “Como é a sua prática?”
Hui Hai respondeu: “Quando estiver com fome, coma; Quando estiver cansado, durma.”
“Mas não é o que todos fazem?” Yuan perguntou
“Sim, mas não como eu faço. Quando eles comem, eles pensam em outras coisas; quando eles deitam-se para dormir, eles pensam em centenas de outras coisas. Essa é a diferença da minha prática com a dos outros.”

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Zen Teaching:
Yuan once asked his master, Hui Hai, “What is your practice?”
Hui Hai replied,
“When hungry, I eat; when tired, I sleep.”
“Doesn’t everyone do this?” Yuan asked.
“Yes, but not as I do.
When they eat they think of other things;
when they lay down to sleep they think of a thousand things.
That is how their practice differs from mine.